1. DEFINIÇÃO

O departamento de Engenharia rural, foi criado em 2008 juntamente com a ESUDER. O departamento inicialmente foi criado para suportar actividades rurais como a agricultura nas componentes hídricas e construções rurais. A partir de 2012 o departamento foi redesenhado passando a suportar a componente de água e saneamento. Portanto, o departamento oferece dois cursos, a engenharia rural e o de água e saneamento.
O mesmo possui 11 docentes, 3 com nível de licenciatura, 7 com nível de mestrado e 1 com nível de doutorado. Dos 7 com nível de mestrado, 2 estão cursando o nível de doutoramento.

2. COMPETÊNCIAS/ ATRIBUIÇÕES

O departamento têm as seguintes atribuições:
• Leccionar as disciplinas dos cursos
• Estimular a investigação e extensão aplicada a resolução dos problemas nos sectores de construções rurais e água e saneamento;
• Incentivar a participação de docentes, estudantes e investigadores e actividades de pesquisa .
• Dinamizar a produção do conhecimento científico e a sua publicação como forma de contribuir para tornar a escola uma referência nacional e internacional nestas áreas.
• Dinamizar parcerias com outras instituições de investigação e extensão.

3. SECÇÕES E SUAS ATRIBUIÇÕES

O Departamento, dedica-se na sua maioria dos assuntos ligados as ciências ʺexactasʺ que sustentem o desenvolvimento rural. Desta forma, o departamento desenvolve pesquisas nas áreas de recursos hídricos e saneamento ambiental, construções rurais, meio ambiente, maquinaria agrícolas e fontes de energia renováveis.

3.1 RECURSOS HÍDRICOS E SANEAMENTO BÁSICO

O desenvolvimento rural é feito integrando todas as áreas do conhecimento. A questão dos recursos hídricos e saneamento básico nas zonas rurais é prioritário dado que a água é necessária em todas as áreas de desenvolvimento e o saneamento básico é um dos indicadores de desenvolvimento do país. Por isso, com esta linha de pesquisa, pretende-se dar contributo nos temas ligados a:
- Sistemas de irrigação de campos agrícolas;
- Gestão de bacias hidrográficas;
- Condições hidro – sanitárias;
-Gestão de resíduos sólidos, líquidos, gasosos;
- Sistema de drenagens e captação de águas pluviais;
- Controle de vectores de doenças de vinculação hídricas;
-Abastecimento e tratamento de água em pequenas comunidades;
-Qualidade da água.

3.2 CONSTRUÇÕES RURAIS

A agricultura deve ser sempre acompanhada pelos mecanismos de apoio, como existência de infra-estruturas, podendo ser celeiros, currais, estradas terciarias entre outras. Por isso, com esta linha de pesquisa, pretende-se dar contributo nos temas ligados a:
- Qualidade de estrada;
-Levantamentos topográficos;
- Construção de celeiros melhorados;
- Silos e currais;
- Habitação de baixo custo recorrendo ao material local.

 3.3 MEIO AMBIENTE

O meio ambiente é um tema transversal. A questão da degradação do meio ambiente causada pelos factores humanos e naturais, comprometendo a geração vindoura, tanto nas zonas rurais bem como nas urbanas, obriga-nos a reflexão. Desta forma o departamento vai procurar abordar questões ligadas ao meio ambiente físico, por isso vão abordados temas como:
- Modelagens climáticas;
- Mudanças climáticas e as consequências que elas trazem para o meio físico (água, solo, ar);
- Avaliação de risco e vulnerabilidade;
- Avaliação do impacto ambiental.

3.4 MAQUINAS AGRÍCOLAS

O surgimento do sector de máquinas e implementos para a agricultura mudou definitivamente a trajectória das técnicas de produção e oferta de produtos agrícolas no mundo, assim como a necessidade de envolvimento de mão-de-obra na produção agrícola, pois os aumentos da produtividade do sector levaram à substituição do homem nesta actividade, possibilitando o acesso a novas e melhores práticas de produção na agricultura.
No mundo rural, as inovações tecnológicas são imperiosas para continuar haver produtividade no sector agrário. Dai que temas como:
- Metodologia de projecto para a concepção de máquinas agrícolas seguras;
- Parâmetros mecânicos de tração em sistemas de cultivo de milho;
- Metodologia de projecto para a concepção de máquinas agrícolas seguras.

3.4 FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEIS E NÃO RENOVÁVEIS

A história da humanidade se confunde com a história da energia, pois a primeira energia utilizada pelo homem foi a de seus próprios corpos na luta pela sobrevivência num mundo onde somente os fortes sobreviviam (Lemos,2005).
Entende-se por energia primária as fontes energéticas providas pela natureza, na sua forma directa, como petróleo, gás natural, xisto, carvão mineral, resíduos vegetais e animais, energia solar, eólica e os produtos da cana-de-açúcar, como o caldo de cana, o melaço e o bagaço (Lemos, 2005). Outras fontes e enquadramento das energias nas zonas rurais são necessárias para dar um incremento no desenvolvimento das áreas menos desprovidas.
- Uso de pequenos rios para a produção de energia;
- Uso de excremento de animais para geração de energia.